segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tarde demais.

Porque não foi ele quem te recebeu ao você chegar ao aeroporto. Não foi ele quem correu para te abraçar e depois nunca mais soltar. Não foi ele quem deixou lágrimas molharem seu rosto de felicidade e emoção. As lágrimas molharam teu rosto. E não foi de felicidade, querida.
Para você, vê-lo naquela situação, deitado numa maca, respirando por tubos e ver que seu coração batia com ajuda de aparelho, nada mais nada menos era do que puro sofrimento. Sentias tanta angústia. Tanto medo. Tanta aflição.
“Não deveras terem muita esperança, o caso dele apesar de grave pode se reverter a qualquer momento. Mas, só se o seu coração for forte o bastante...”
Estas mesmas palavras martelavam na sua cabeça como um se ela fosse um prego e o martelo fosse se chocando violentamente contra a mesma. Uma sensação mais que somente desagradável. Só de aquela frase aparecer no seu pensamento tão de repente quanto aconteceu tal coisa... Aquela que martelava o prego que era sua cabeça, perguntando “Será que o perco?”
Tinhas de pensar positivo. Foi quando finalmente te deixaram entrar na sala em que ele estava. Achaste que era mais difícil vê-lo através do vidro e não poder tocá-lo, certo? Errado. Quando você pode entrar naquele quarto apertado que ele estava deitado... Onde aparelhos o mantinha vivo. A dor foi ficando cada vez mais forte, a cada passo que você dava e chegava mais perto dele, você ficava mais fraca, foi quando sentaste na maca, pegaste a mão dele e pode sentir o pulsar da mesma, o calor da sua pele em contato com a dele. Lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto como se tivessem explodido uma barragem. Respiraste fundo e começasse.
- Ei, querido. Será que estas me ouvindo? Pode me sentir? – Acariciou a mão dele, a primeira vez, a mais importante de todas. – Eu acho que não, mas, do mesmo jeito, vou falar tudo o que está preso aqui... Sufocando-me. Eu amo você. Sempre amarei, não vou saber viver sem ter você, está me entendendo? Agora que estou aqui, você faz isso comigo? Você é forte, é a pessoa mais forte que eu conheço. E sua caminhada não termina aqui, entenda. Você vai encarar o Everest, nós vamos. Juntos, os mil hectares de felicidade está nos esperando. Agora você me tem tanto intelectualmente como fisicamente. Para sempre, eu tenho certeza.
E aí, ele entre uma lágrima sussurrou aquelas três palavras de sempre. Foi quando naquela tarde nublada de 20 de Setembro, vocês choraram juntos e dali pôde ter certeza que seria para sempre.

Espera,

deixa eu falar o que está preso aqui. Deixa eu te dizer o quanto sentirei sua falta, que eu não terei mais motivos pra sorrir se você for. Deixa eu falar que estarei de braços abertos te esperando, pois no meu coração, você não se foi. Deixa eu lembrar onde foi que eu errei, deixa eu te pedi perdão mais uma vez. Não me deixe. Espere, eu preciso deixar claro que você nunca estará sozinho, que eu vou estar te observando de longe, e vou te ajudar sem você perceber. Deixa eu te dar um ultimo abraço, um ultimo beijo. Me deixa olhar nos seus olhos, quero ver o brilho deles pra me lembrar antes de dormir. Deixa eu segurar suas mãos, e lembrar dos melhores momentos de minha vida. Me dê um sorriso, pra que eu sinta saudade do paraíso. Não posso mais ser sua menina, mas ao menos me diga que serei eterna para você, e te juro que não pedirei mais nada.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um sorriso saltou em meu rosto, a ver aquela janelinha comum, com as letras mais especiais de todas. Lágrimas percorreram as maçãs dos meus olhos, e eles cintilavam como um enfeite numa árvore de natal. Meu coração agora batia mais regular. E eu sentia sua presença agora por todo lugar. Como era antes, e como sempre vai ser.

Pro melhor amigo do mundo, é.