domingo, 18 de julho de 2010
Dream.
Não! Não, não, não, não e não! Porque tem de ser assim? É tudo muito difícil! Dói, arde, incomoda, pulsa, lateja... Em fim, machuca. Muito. O amor, a saudade, compaixão, a paixão, até sonhar incomoda. Sonhar com a pessoa amada que se tem saudade. Sentir, compaixão pelo próximo que não tem nada... E se apaixonar (involuntariamente, é claro). É como cair, você olha para baixo, o abismo criado por seus próprios pés, e imagina o que tem por lá... Esperando por você, quem sabe. E você volta atrás, sente sua cabeça rodar, girar e se contorcer enquanto sua mente é engolida por um breu que parece não ter fim, e se arrepende, pensa no que você devia mesmo ter feito. Talvez cair no abismo fosse à melhor opção. Todavia você já não pode mais voltar. E com um impulso que parece não ter sido comandado pelo seu corpo, você se sente no chão, ofega e abre as pálpebras, não enxerga, só sente. Sente algo que lembra nuvens sobre você, é macio, mas, ao mesmo tempo áspero e desconfortável. Você acorda.
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