terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma ficção, é. Tudo de mentirinha, um amor um tanto fake. Ela só sabia, não, ela tinha certeza de que tudo que ela precisava para viver era tu, garoto. Tu era vital para ela como o ar que ela precisava para respirar, era tudo que ela precisava para viver feliz. Um amor verdadeiro que com toda certeza do universo ultrapassava a tela daquele computador. Mas ela parou, pensou, e refletiu. Pegou o telefone e nem precisou discar teu número, apenas apertou redial. O telefone não chamou nem duas vezes, tu atendeste com uma voz um tanto rouca. Mas estava linda, perfeita como sempre.
- Oi meu amor, aconteceu alguma coisa? Você não costuma ligar essa hora bebê. Tudo bem por aí? Tudo bem com você? - você parecia preocupado, ficou inquieto. Ela imaginava teu rosto perfeito do outro lado da linha, a testa se enrugando de desconforto pela tensão. Ela te imaginava nervoso pelo tom de voz usado na última pergunta. E estava certa, pois te conhecia melhor que tu mesmo. Estavas mordendo teus lábios, começando a suar frio. Foi quando ela olhou para o relógio o mesmo marcava três e vinte e duas da manhã... Calou-se por três segundos que para tu pareciam três imensas horas, para tu filho.
- Amor, estas aí? - agora desconfiado.
- Sim minha vida, desculpe-me.
- Tudo bem bebê, mas, diga-me meu amor, aconteceu algo?
- Não, nada, eu estou bem querido. E tu, como estas?
- Bom, fiquei um pouco preocupado com tua ligação essa hora, mas que bom que está bem meu amor, eu estou ótimo agora também. - Um suspiro, ombros relaxados, mas a tensão iria voltar, tu sentira e ela também.
- Desculpe-me pelo horário. Eu ainda preciso muito falar com você, mas, não sei como começar, eu realmente não sei. - Ela pegou uma almofada com uma mão, e a abraçou, pois não tinha mais ninguém que a abraçasse. Começou a enrolar o fio do telefone nos dedos. - Tu sabes querido, que és tudo aquilo que me completa, e me faz querer viver. Mas, estamos tão distantes fisicamente, para mim não importa muito, pois espiritualmente estou sempre ao teu lado. Tu tens outra aí, que eu tenho certeza que te faz muito mais feliz e faz você se sentir bem... te faz sentir inteiro. Não sabes como é difícil para mim está lhe dizendo tudo isso meu amor. Não sabes! Eu estou um tanto confusa mas nunca tive a sensação que estou sentindo agora! Sinto-me pela metade, com se faltasse alguma.. peça, é, falta você. Aqui. Faz cinco anos que eu te encontrei. E desde a primeira vez que olhei nos teus olhei e me senti boba e apaixonada sabia que um dia... um dia... Ai.. olha querido eu sinto que somos um só, tu me completas de alguma meneira, me sinto forte e fraca ao teu lado... - ela não sabia mais, já estava chorando, podia sentir as lágrimas descerem rasgando tua pele e lhe cortando a alma. Segurou forte o telefone e apenas ouviu o soluçar do teu amado. - Quero dizer.. que tú és.. - ela tentava lhe falar entre lágrimas ardentes que mais pareciam lava descendo dos vulcões em chama que eram teus olhos.
- Que eu fiz minha querida? Porque estas me dizendo estas coisas, hein? Eu te magoei de alguma maneira? Não me amas mais? Que? Me diz, por favor, diga-me Luisa, diga-me... - Tu tentava falar também, entre lágrimas e lava fervendo...
- Por favor meu bem, deixe-me terminar, não me interrompa por favor meu anjo, por favor... Tu não fizeste nada para me magoar nunca, e acho que nem seria capaz... mas, eu preciso lhe dizer que eu te amo mais e mais a casa milésimo que passa meu amor por você só aumenta, isto me faz querer te ter a todo momento junto a mim, todo o tempo. Eu paro a minha vida lá fora por você aqui! Seguraste minha mão e nunca me deixaste cair, fez-me voar na mais alta nuvem do céu mais azul... Não sei mais que te dizer, querido. Nem todas as limitadas palavras do mundo poderei um dia descrever que sinto por ti, é maior, mais forte... É.. Tudo.. Só tudo... - ela tinha conseguido falar entre soluços, apesar de ainda não ter conseguido descrever todo teu amor por ti. Nem metade, aliás. - Querido? Estas aí meu amor? Perdoe-me por tudo. Eu te amo, para sempre amarei.
Houve um baque e o telefone ficou mudo, só haviam lágrimas agora, e dois corações partidos, não eram mais um só.

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